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Com música e bom humor, Elias leva o Expresso Solidariedade ao Centro

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Publicado em 06/06/2018 Imagem: Levy Ferreira/SMCS imagem conteudo

Expresso Solidariedade, projeto criado pela Prefeitura e coordenado pela Fundação de Ação Social (FAS) que completa um ano no fim deste mês 01

Todos os dias, o motorista Elias dos Santos, 55 anos, estaciona o Expresso Solidariedade na Praça 19 de Dezembro, no Centro de Curitiba, pontualmente às 19h. Uma fila de cerca de 30 pessoas já aguarda a chegada do ônibus, que distribui comida para moradores de rua ou pessoas em situação de vulnerabilidade. Conhecido da maioria que espera ali, seu Elias promete algumas músicas e piadas para a noite. No repertório, canções de estilo sertanejo, acompanhado de violão, para animar as pessoas que fazem a refeição dentro do ônibus.

“Não troco isso aqui por nada. Minha mãe faleceu há alguns dias, mas no segundo dia de licença já estava trabalhando de volta”, lembra ele, que é funcionário de carreira da Prefeitura. “Isso aqui é a verdadeira caridade. É o que o município e as entidades fazem pelas pessoas”, diz ele, pouco antes de engatar no violão algumas músicas com Daniel dos Santos, frequentador assíduo do ônibus na praça, que aguardava a chegada das refeições.

“Você sabe Kiko Zambianchi?”, pergunta ao seu Elias, que responde: “Sei, esse é do meu tempo”.

Ônibus adaptado

Por noite são servidas pelo menos 200 refeições no Expresso Solidariedade, projeto criado pela Prefeitura e coordenado pela Fundação de Ação Social (FAS) que completa um ano no fim deste mês.

O ônibus adaptado funciona como um refeitório móvel e circula pela cidade durante a noite. São cerca de oito grupos de voluntários que servem as refeições, em sistema de revezamento por dia.

Na última segunda-feira (4/6), o cardápio incluía macarrão, pão e chá, e arroz doce de sobremesa. Na fila, jovens, idosos, casais e crianças.  

“O Expresso Solidariedade foi uma forma de organizar o atendimento dessa população. Muitos grupos de voluntários que distribuem refeições diretamente na rua acabavam se concentrando em uma região só e pessoas que precisavam de comida em outros locais não eram atendidas”, explica Anderson Walter, coordenador de resgate social da Fundação de Ação Social (FAS).

“Ao mesmo tempo, instalamos mesas e bancos para que as pessoas possam comer dignamente, protegidas do frio e da chuva”, completa Walter.

No itinerário do Expresso Solidariedade, que tem outra parada na Praça Rui Barbosa, o seu Elias coleciona histórias. “Já cheguei a ajudar um rapaz rastafári a encontrar um pastor para ser batizado. São muitas pessoas que infelizmente não tiveram oportunidades. Dá para formar uma biblioteca com o que a gente escuta aqui”, diz. 

Voluntários

O Expresso Solidariedade é um projeto intersetorial que envolve as secretarias municipais da Agricultura e Abastecimento; Saúde; Meio Ambiente; Defesa Social; Fundação de Ação Social e a Urbanização de Curitiba (Urbs). Desde o início do projeto, já foram servidas mais de 70 mil refeições por grupos de voluntários. É o caso do grupo Aquecendo Corações, responsável pela distribuição das refeições na última segunda-feira (4/6).

Criado há três anos, ele conta com 25 pessoas que se revezam na produção da comida. “Fazemos a comida em cinco casas, vamos nos revezando nas segundas e quartas”, diz Vanessa Procopiak Medeiros Spitz, fundadora do grupo.

“É muito gratificante fazer o bem às pessoas que nem conhecemos. Levar um abraço amigo, uma palavra de conforto, um chá e sopa quentinhos nos dias de frio, para quem muitas vezes não tem ninguém para contar, a não ser os amigos feitos na rua. Depois de entregarmos alimentos, roupas, cobertores, parece que saímos mais leves, com o coração feliz”, diz Vanessa.

Antes da criação do Expresso Solidariedade, ela conta que a entrega era feita na Praça Tiradentes, de dentro dos porta-malas dos carros. Algumas vezes eram montadas mesas. “Com a vinda do ônibus, no começo foi difícil fazer o pessoal subir, eles não queriam, mas fomos conversando muito, e aos poucos eles passaram a comer dentro do o ônibus”, afirma Vanessa, que levou os três filhos para o trabalho voluntário.

“Eles sempre me ajudam.  Tanto na separação e entrega das roupas como no dia do sopão. Também os ensinei a serem simpáticos, receptivos com o pessoal da rua, conversando e dando atenção a quem precisa”, finaliza.

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